AlívioInFeto13 de jun. de 20201 min de leituraAtualizado: 4 de mar. de 2021Agora sinto a liberdade, que em momento algum senti na vidaNem as minas do Rei Salomão poderiam pagá-laSinto-me parte do vento e do tudo do nadaNão sinto meus pés saírem do chãoSinto o chão sair-lhes... abandoná-los!Não luto contra a leveza que me possui“Emplume-me, emplume-me!”Grito em liberdade, no recheio, entre as bandas dos mundos O corpo reage sem agir, como se não fosse mais meu— Talvez nunca tenha sidoGradativamente sinto o abandono do sofrimentoA presença do desconhecido me identifica geneticamenteComo cobaia passiva dos direitos e ativa dos resultadosEntrego-me ao procedimento cirúrgico enérgicoNa esperança, que os resultados possam salvar o mundo— O meu mundo. Convalesço, aceito, resguardo e aguardo:O fim! Para que possa me aliviar da maior das dores:O viver!