Prazer, Cegueira e LucroInFeto6 de mar.1 min de leituraAo povo o que é do povoÀs fezes o que é das fezesEntão tome, tome, tome, tome...Seus patifes, a minha chuva de excrementoÉ o antídoto do veneno que vocês consomemMas seus olfatos, atos e tatos são cegosSão cegos!Eu enriqueço a pobreza de vocêsE me torno cada vez mais justo, solidário... e cruelE vocês riem feito hienas, só que curradas por leõesSuas carnes alimentam as minhas excreções.Orem, pulem, transformem desgraças em graçasFaçam o que fazem de melhor: piada… e nada!Continuem a pensar que o que lhes é dado não é arrancadoDe tiras das suas carnes e almas precificadasEu faço especulação imobiliária pelo buracoDos lofts de suas carências, e devo confessar:Essa devotada inércia, só me dá prazer e lucroPrazer e lucro!Vocês só conseguem ver suor, cerveja e glitterMas são o eterno reflexo da escravidão Do negro (des)escravizado ao cordeiro libertoArrastando trios de cegueira, prazer e lucroSomos os cordeiros que esmagam os blocos afrosSomos os camarotes do conforto de sua ilusão.E você ri… e você pula… és remédio sem bula.E eu rio… e eu pulo… e fanfarro com o meu lucro.